2012/03/22

Os golos de bola parada

Após a derrota do Fóculporto no estádio da Luz, aprendi algumas coisas que nunca me tinham passado pela cabeça.
Em primeiro lugar, aprendi com Vítor Pereira que, após uma profunda análise aos golos do Benfica, os nossos jogadores só marcam golos de bola parada, precedidas por bloqueios.
Assim sendo, telefonei aos jogadores do Benfica a perguntar como é que eles conseguem atingir tal feito.
Aimar disse-me que pára o vídeo e remata depois, isto é, ao parar o vídeo, a bola fica parada, e depois, se for golo, ele põe lá uma etiqueta a dizer: “Golo de Bola Parada”.
Cardozo, disse-me que faz de outra maneira: correndo ao “rallenti”, a bola pensa que está em excesso de velocidade, e pára. Mais uma etiqueta de “Bola Parada”.
Rodrigo explicou-me que convence as bolas a ficarem quietinhas, senão não brincam aos treinadores do Fóculporto. E zás! “Golo de bola parada”.
Quanto aos penáltis a favor do Fóculporto, gentilmente oferecidos pela comissão de arbitragem da Liga, em resultado de algumas entradas de borla em bares de alterne especificamente habilitados em parar as bolas dos árbitros, não são de bola parada!
Passo a explicar: A bola vai a andar alegremente para longe da baliza adversária, quando o´árbitro, após uma borla no alterne, decide pará-la. Diz o Hulk: “É pá! Isto não é uma bola parada! A bola ia andamento, mas o árbitro, admoestado pela alternadeira que lhe tinha transmitido o recado do Papa do Dragom, mandou pará-la. Hulk tinha razão: nada tendo feito para parar a bola, coube ao árbitro fazê-lo, o que significa que não se trata de uma bola parada, porque nenhum jogador a parou.
Por estas e por outras é que a Uefa vai obrgar os clubes a não marcar mais golos de bola parada.
Fiquem bem.

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