2009/05/30

O Batatal

A minha avó possui um batatal com 300 metros quadrados, e decidiu criar uma estrutura para governar o mesmo. Deste modo, a minha avó é a presidente do batatal, o meu pai, o 1º Ministro do mesmo, sendo eu Ministro do Ambiente batatal.
A Assembleia Batatal é constituída pelos vizinhos, eleitos democraticamente, que têm por missão legislar. Num dos lados do terreno, corre mansamente um riacho, no qual brincava quando era criança, com os vizinhos, que fazem parte hoje em dia, da Assembleia.
Eis senão quando, um belo dia, me surge um fulano bem parecido, de uma nacionalidade diferente, lá para os lados de Lisboa, pedindo a minha interferência na aprovação de um projecto para colocar a água do riacho a ferver.
Ponderei muito sobre o assunto. O fulano, ao ver que eu demorava a decidir-me, mostrou-se incomodado, ao que eu, prontamente, lhe disse:
- Meu caro, eu aprovo-lhe isso em 10 minutos, se o amigo me arranjar um camião de feijão. Prontamente, ele anuiu.
Então não é que agora a rádio local do Pacheco diz que eu sou corrupto? Eu, que fiz tantas estradas novas onde não passam carros, que mandei tanta gente para o fundo de desemprego, para não sobrecarregar os patrões, coitados, com os salários deles, que fechei tantas maternidades para dar uso às ambulâncias, etc … que até inventei o Magalhães para os miúdos, em vez de estudarem, se divertirem a jogar no PC … corrupto?
Esta gente dos media são uma cambada de ignorantes e mal agradecidos. Lá vou eu ter que censurar a rádio. Tem que ser!

2009/05/27

Fumar é lixado

Fumar é lixado
Sou contra os fumadores, porque fumo.
Fumar é aquecer a alma, é ser estùpidamente fixe ...
Fumar não mata. O que mata é a depressão crónica provocada pelo governo. Se eu fosse 1º Ministro, fumava dentro dos aviões.
Como não sou 1º Ministro, não posso fumar no centro comercial. Como bom cidadão, adoro passear nos centros comerciais, ao Domingo. Os parolos é que vão para a praia, para o campo, ou emigram para o Alentejo, ao fim de semana.
Também não posso fumar nos hospitais. Só os parolos é que fumam nos hospitais, isto é, snifam ar comprimido ou oxigénio, que não deita cheiro, e vem em embalagens grandes. O cigarro é uma coisa pequenita, sem a grandiosidade socrática de uma auto-estrada sem carros.
Claro está que não posso fumar na retrete. Se quero inspirar-me aí, tem que ser apenas com o odor da sanita. Ontem, dei por mim a inventar um electrão de platex, já que este material precisa de ser salvo por um milagre. Quando fumava na retrete, inventava coisas, como a água a ferver, a curva das bananas, ou o caroço de azeitona, muito mais úteis para o desenvolvimento intelectual de legisladores e políticos de carreira.
Recuso-me terminantemente a fumar nos autocarros, porque são alérgicos ao tabaco. Conheci um autocarro, fumador passivo, que morreu de cancro da cambota por causa do tabaco.
Agora, quando quero fumar, apanho um táxi até Marte e, mal chego à paragem, fumo que nem um desalmado.
Marte faz bem ao tabaco.
É assim a vida de um fumador.